Projeto apresentado na Câmara dos Deputados prevê que apenas atletas e integrantes da comissão técnica vinculados a clubes brasileiros possam representar oficialmente o país em competições internacionais

O deputado federal Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) protocolou na Câmara dos Deputados um projeto de lei que pretende alterar os critérios para a convocação da Seleção Brasileira de Futebol. Pela proposta, somente jogadores que atuam em clubes sediados no Brasil poderão defender o país em competições oficiais.
O projeto também estabelece que o treinador e todos os integrantes da comissão técnica deverão ser brasileiros e estar vinculados profissionalmente a clubes ou entidades esportivas nacionais. As regras abrangeriam a Seleção principal masculina, a feminina e todas as categorias de base.
Segundo o parlamentar, a iniciativa busca fortalecer o futebol brasileiro e incentivar a permanência dos atletas no país por mais tempo. Na justificativa apresentada ao projeto, Hauly afirma que a saída precoce de jogadores para clubes estrangeiros enfraquece as competições nacionais, reduz a identificação dos torcedores com a Seleção Brasileira e prejudica os clubes formadores.
Caso a proposta seja aprovada pelo Congresso Nacional, jogadores brasileiros que atuam no exterior deixariam de ser convocados para competições oficiais da Seleção. A única exceção prevista no texto seria para partidas amistosas ou eventos promocionais, mediante autorização específica.
A proposta já provoca debate entre especialistas, dirigentes e torcedores. Enquanto alguns defendem que a medida poderia fortalecer o futebol nacional e valorizar os campeonatos brasileiros, outros entendem que a restrição reduziria significativamente o nível técnico da Seleção, uma vez que grande parte dos principais atletas brasileiros atua atualmente em clubes da Europa e de outras ligas internacionais.
O projeto iniciará sua tramitação pelas comissões da Câmara dos Deputados antes de seguir para votação em plenário. Se aprovado pelos deputados e senadores, ainda dependerá da sanção presidencial para entrar em vigor.
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