Nova atualização reúne 169 empregadores envolvidos em casos de trabalho análogo à escravidão em diferentes estados
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O governo federal atualizou nesta semana a chamada “lista suja” do trabalho escravo, incluindo 169 novos empregadores flagrados submetendo trabalhadores a condições análogas à escravidão. Com a atualização, o cadastro passa a reunir cerca de 613 nomes em todo o país.
A lista é divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego e reúne pessoas físicas e empresas que tiveram processos administrativos concluídos, após fiscalização e garantia de direito de defesa. Os casos incluídos nesta atualização ocorreram entre 2020 e 2025, em 22 estados brasileiros.
Entre os novos nomes que chamaram atenção estão o cantor Amado Batista e a montadora chinesa BYD. No caso do artista, foram registradas duas autuações em propriedades rurais localizadas em Goiás, envolvendo trabalhadores em condições irregulares no ano de 2024.
Já a BYD foi incluída após o resgate de 220 trabalhadores chineses durante obras em uma unidade da empresa na Bahia. De acordo com as autoridades, os funcionários viviam em condições precárias, com problemas de higiene, jornadas exaustivas e restrições de liberdade, incluindo retenção de passaportes.
Após o caso, a empresa afirmou que as irregularidades foram cometidas por uma construtora terceirizada e informou o encerramento do contrato. Em 2025, um acordo envolvendo a empresa e empreiteiras chegou ao valor de R$ 40 milhões em ação conduzida pelo Ministério Público do Trabalho.
Ao todo, as fiscalizações relacionadas aos novos nomes resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores em situação de exploração. As atividades com maior número de ocorrências incluem serviços domésticos, pecuária, cultivo agrícola e construção civil.
A chamada “lista suja” é considerada um dos principais instrumentos de combate ao trabalho escravo no Brasil. Embora não gere punição direta, o cadastro tem impacto econômico, já que instituições financeiras e empresas utilizam a relação como critério para concessão de crédito e fechamento de contratos.
Os nomes permanecem na lista por até dois anos, podendo ser retirados antes caso os empregadores cumpram exigências legais, como pagamento de indenizações e assinatura de termos de ajuste de conduta.
A atualização reforça a dimensão do problema no país e evidencia que, apesar das ações de fiscalização, o trabalho análogo à escravidão ainda persiste em diferentes setores da economia brasileira.
Fonte: Terra
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